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domingo, 24 de janeiro de 2016

ARTIGO 02: A FORÇA DO EXEMPLO



A FORÇA DO EXEMPLO

Certa vez, respondendo aos judeus que o perseguiam, Jesus ensinou que “o Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai, porque tudo quanto ele faz, o Filho faz igualmente” (Jo 5.19).

Aproveitando esse ensino, mas em um contexto paralelo, vejo que muitas vezes os filhos repetem as ações do pai, e acabam por tornarem-se parecidos com o pai. Pai que ora tem grandes probabilidades de ter um filho que ora; pai que ama a Casa do Senhor tem grandes probabilidades de ter um filho que ama a Casa do Senhor; pai que bebe e fuma tem grandes possibilidades de ter um filho que bebe e fuma; e assim por diante.

Essa é a força do exemplo.

E vale não somente na relação de pai para filho, mas em diversas esferas da existência.

Um grama de exemplo tem mais valor do que uma tonelada de palavras.  

De nada adianta o chefe dizer ao subordinado que ele precisa ser mais comprometido, se o próprio chefe não demonstra ser. De nada adianta o marido dizer que ama a sua esposa, se as suas ações diárias não reverberarem esse amor.

A força do exemplo é fundamental na carreira do líder. Tive a possibilidade de comprovar isso no meu ministério. Estive durante dez anos à frente da Superintendência da Escola Bíblica Dominical (EBD) da Igreja. Sempre ensinando que a EBD é o principal seminário dos crentes; que é uma bênção iniciar o domingo com o “joelho direito”; que devemos ter compromisso com a Escola. Penso que esses ensinos, apesar de constantes, não valeriam de nada se não contassem também com a força do exemplo.

Pois bem, nesses anos bem poucas vezes me ausentei da EBD. Sempre um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair. Chuva ou sol, frio ou calor. Sempre animado, participativo, sorridente, motivador. As atitudes do líder corroboravam com os seus ensinos.

A EBD foi como uma plantinha que foi regada amorosamente até que cresceu, tornou-se uma bela e frondosa árvore. Muitas vidas foram abençoadas. Pessoas de bem se aproximaram. Outros líderes igualmente comprometidos se somaram. E agora a EBD da Igreja é uma bênção.

Se os meus ensinos não são um reflexo de minha conduta, sou um hipócrita. Se a minha vida não reflete o que eu falo, minhas palavras são vãs.

Infelizmente, estamos cheios de pregadores que pregam o que não vivem, e não vivem o que pregam; seus ensinos são de ovelhas, mas suas atitudes são de lobos.

Perdem o seu tempo. Na Casa de Deus e na família, o “faça o que eu digo, mas não façam o que eu faço” simplesmente não funciona.

Pastor Carlos Valente
Brasília, 24 de janeiro de 2016.

domingo, 17 de janeiro de 2016

ARTIGO 01: APRENDI DOS ANTIGOS



APRENDI DOS ANTIGOS

Na década de oitenta e noventa, quando ainda era bem jovem, aprendi dos antigos, dos pioneiros do Evangelho, homens com até sessenta anos pregando a Palavra.
Aprendi dos antigos que a Palavra de Deus é pura e que não deve ser negligenciada na Igreja.
Aprendi dos antigos que os hinos da Harpa Cristã, também compostos pelos pioneiros, são o principal hinário das Assembleias de Deus.
Aprendi dos antigos que o pecado é inimigo mortal do crente; deve ser evitado; e quando ocorrido, confessado; e com a devida disciplina.
Aprendi dos antigos que Igreja não é empresa e que a Igreja não necessita das estratégias humanas, mundanas e irascíveis.
Aprendi dos antigos que púlpito não é palco e deve abrigar santos homens de Deus. Gelo seco, jogo de luzes, músicos tatuados e pecadores incontinentes não devem fazer parte do púlpito.
Aprendi dos antigos que pregar a Palavra é simples, mas grande honra e responsabilidade,  que requer sobretudo um coração puro.
Aprendi dos antigos que a humildade e a simplicidade são mais importantes que as riquezas; e que a eternidade vale muito mais que a prosperidade terrena.
Aprendi dos antigos que não devemos fazer a obra de Deus por dinheiro; que cantores, músicos e pregadores não devem cobrar para usar o dom gratuito de Deus.
Aprendi dos antigos que o mais importante não é o número de membros da Igreja, mas a comunhão que a Igreja tem com Deus.
Aprendi dos antigos que crente não fala palavrão, especialmente na Casa do Senhor.
Irmãos mais “modernos”, perdoem-me, mas aprendi dos antigos, e por isso sou assim.

Aos antigos, inesquecíveis e para sempre amados, João Auto da Silva, Adamastor Antônio Rosa, João Pereira da Silva, José Faria, Alcino, Manoel da Luz, Djalma, Paulo Firmo, José Moreira e muitos outros, o meu respeito e a minha admiração.

Pastor Carlos Valente
Brasília, 17 de janeiro de 2016.