domingo, 1 de março de 2015

PROVA - LIVRO DE DEUTERONÔMIO


ADAC – EBD
PROVA SOBRE O LIVRO DE DEUTERONÔMIO

NOME:_____________________________________

01 – De acordo com o relato de Moisés, quanto tempo durou a caminhada de Cades-Barnéia até o outro lado do ribeiro de Zerede?
(   ) 2 anos
(   ) 10 anos
(   ) 38 anos
(   ) 40 anos

02 – Por que Deus não permitiu que os filhos de Israel tomassem as montanhas de Seir?
(   ) Porque a terra era muito ruim
(   ) Porque dera aquela terra aos filhos de Esaú
(   ) Porque dera aquela terra aos filhos de Ló
(   ) Porque a topografia não era favorável

03 – Ogue, rei de Basã era um gigante. Qual era o comprimento da sua cama de ferro?
(   ) Nove côvados
(   ) Doze côvados
(   ) Quinze côvados
(   ) Dezoito côvados

04 – Em que capítulo do livro de Deuteronômio os “Dez Mandamentos” são repetidos?
(   ) Deuteronômio 2
(   ) Deuteronômio 3
(   ) Deuteronômio 4
(   ) Deuteronômio 5

05 – Deus lançaria sete nações diante de Israel. Qual dessas nações não figurava entre as sete?
(   ) Os heteus
(   ) Os girgaseus
(   ) Os pereneus
(   ) Os amorreus

06 – Qual o motivo pelo qual Deus escolheu Israel?
(   ) “porque a vossa multidão era mais...”
(   ) “pois éreis menos em número...”
(   ) “porque sois um povo mui obediente...”
(   ) “porque o Senhor vos amava...”

07 – Qual descendente de Jacó cuja tribo não tem parte na herança, pois o Senhor é a sua herança?
(   ) Rúben
(   ) Simeão
(   ) Levi
(   ) Judá

08 – Moisés recorda que com poucas almas os filhos de Israel desceram ao Egito. Quantas foram?
(   ) quarenta almas
(   ) cinquenta almas
(   ) sessenta almas
(   ) setenta almas

09 – Em Dt 12, Moisés relaciona quatro tipos de ofertas. Quais são elas?
(   ) dízimo/ações de graça/promessas/penhores
(   ) dízimo/ações de graça/votos/ofertas voluntárias
(   ) dízimo/ofertas alçadas/votos/ofertas voluntárias
(   ) dízimo/ofertas alçadas/votos/penhores

10 – Deus repete diversas vezes uma severa proibição alimentar. Qual era?
(   ) o sangue não comereis
(   ) a carne de porco não comereis
(   ) o pão levedado em fermento não comereis
(   ) a cobra não comereis

11 – Se um servo forro preferisse ficar com seu senhor voluntariamente, o que deveria ser feito?
(   ) assinaria um documento de servidão perpétua
(   ) receberia uma marca com o brasão do senhor
(   ) teria sua orelha furada com uma sovela
(   ) continuaria servo, mas não faria serviço pesado

12 – Quanto ao animal morto, assinale a alternativa errada, conforme a Lei:
(   ) Poder-se-ia comer, desde que fosse limpo
(   ) Poder-se-ia dar para o estrangeiro comer
(   ) Poder-se-ia vender para o estranho
(   ) Não se poderia comer, mesmo que fosse limpo

13 – A Festa dos Tabernáculos ocorre quando? E essa Festa dura quantos dias?
(   ) Ocorre quando da semeadura; dura 5 dias
(   ) Ocorre quando da ceifa; dura 2 dias
(   ) Ocorre aos 14 dias do mês de abibe; dura 7 dias
(   ) Ocorre quando da colheita; dura 7 dias

14 – Ao ser denunciado pela prática de idolatria, quantas testemunhas eram necessárias à pena de morte?
(   ) Somente uma
(   ) Duas ou três
(   ) Três ou quatro
(   ) No mínimo quatro

15 – Deuteronômio ensina que os reis de Israel não deveriam multiplicar três coisas para si. Quais eram?
(   ) trabalhos, filhos, prata e ouro
(   ) tendas, carneiros, trabalhos
(   ) cavalos, mulheres, prata e ouro
(   ) tendas, cavalos, filhos

16 – O que ocorreria com o profeta que falasse, em nome do Senhor, palavra que Ele não mandou falar?
(   ) o tal profeta seria expulso da cidade
(   ) sua língua seria cortada para nunca mais mentir 
(   ) o tal profeta seria proibido de voltar a profetizar
(   ) o tal profeta morreria

17 – Quantas cidades foram separadas como cidades de refúgio para acolher os homicidas culposos?
(   ) três no total
(   ) seis no total
(   ) nove no total
(   ) doze no total, uma em cada tribo

18 – A respeito das leis da guerra, alguns seriam autorizados a retornarem para casa. Assinale a alternativa que não contém um caso autorizado.
(   ) o desposado com mulher a qual não recebeu
(   ) o que acabou de construir uma casa
(   ) o que estava demasiadamente magro
(   ) o medroso e de coração tímido

19 – Se um dos filhos de Israel desejasse casar com uma prisioneira de guerra, cite algumas ações necessárias para que isso fosse possível.
(   ) a mulher raparia a cabeça e cortaria as unhas
(   ) a mulher deveria ser circuncidada
(   ) o homem deveria pagar 20 moedas de prata
(   ) o homem apresentaria um novilho como oferta

20 – Sobre o filho rebelde e contumaz, o que seria feito dele?
(   ) Seria advertido pelos anciãos da cidade
(   ) Seria preso por três anos
(   ) Perderia o direito da herança dos seus pais
(   ) Seria apedrejado pelos homens da cidade

21 – Sobre o homem morto crucificado, o que deveria ser feito?
(   ) não se poderia quebrar nenhum dos seus ossos
(   ) seu nome seria apagado da história de Israel
(   ) seria enterrado no mesmo dia, pois é maldito
(   ) seria castigado com açoites para morrer rápido

22 – Qual das alternativas abaixo não é uma regra citada em Deuteronômio?
(   ) Com o boi e o jumento juntamente não lavrarás
(   ) Não haverá trajo de homem na mulher
(   ) Em casa nova farás um parapeito no telhado
(   ) Não emprestarás teu cavalo ao estrangeiro

23 – Qual era a idade de Moisés, quando morreu?
(   ) 110 anos
(   ) 120 anos
(   ) 123 anos
(   ) 175 anos

24 – Qual desses não foi proibido de entrar na congregação do Senhor?
(   ) o quebrado de quebradura
(   ) o calvo
(   ) o castrado
(   ) o amonita

25 – Não se devia aceitar, por voto à Casa do Senhor, o salário de quem, pois é abominação ao Senhor?
(   ) do cobrador de impostos
(   ) do estrangeiro
(   ) da rameira
(   ) do manassita

26 – Se o marido não achasse graça nos olhos da mulher, poderia fazer o que?
(   ) vendê-la para outro homem
(   ) far-lhe-á escrito de repúdio e a despedirá
(   ) pagará um “dia da beleza” para ela
(   ) nada, porque o casamento é para sempre

27 – De acordo com Dt 25, qual o número máximo permitido de açoites?
(   ) trinta e oito
(   ) trinta e nove
(   ) quarenta
(   ) cinquenta

28 – O homem era obrigado a se casar com a viúva do seu irmão. Se ele a negasse, o que se faria?
(   ) pagaria 30 siclos de prata para a mulher
(   ) a mulher lhe descalçaria o sapato
(   ) precisaria ofertar sete cordeiros sem mácula
(   ) ele seria expulso da congregação

29 – As bênçãos seriam lançadas sobre qual monte? E as maldições, sobre qual monte?
(   ) bênção: Nebo / maldição: Horebe
(   ) bênção: Sinai / maldição: Hor
(   ) bênção: Gerizim / maldição: Ebal
(   ) bênção: Ebal / maldição: Nebo

30 – Qual foi o homem escolhido como sucessor de Moisés?
(   ) Calebe
(   ) Eleazar
(   ) Arão
(   ) Josué

31 – Qual foi o lugar onde o Senhor sepultou Moisés?
(   ) Na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor
(   ) No cume do Monte Nebo, onde morreu
(   ) Em Jerusalém, onde hoje há a Mesquita de Omar
(   ) No deserto de Zim, próximo ao Mar Vermelho

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domingo, 22 de fevereiro de 2015

PROVA: LIVRO DE NÚMEROS

ADAC – EBD
PROVA SOBRE O LIVRO DE NÚMEROS

NOME:_____________________________________

01 – No 2º ano da saída do Egito, Deus mandou Moisés contar o povo. Qual foi precisamente o número encontrado?
(   ) 600.000 homens, de 20 anos para cima
(   ) 601.730 homens, de 20 anos para cima
(   ) 603.450 homens, de 20 anos para cima
(   ) 603.550 homens, de 20 anos para cima

02 – Os filhos de Levi foram contados em separado e de forma diferente. Qual era essa forma?
(   ) Todos os varões e varoas
(   ) Os varões da idade de 1 mês para cima
(   ) Os varões e varoas da idade de 1 mês para cima
(   ) As varoas da idade de 20 anos para cima

03 – Conf. Nm 4, para exercer ministério na tenda da congregação o gersonita devia ter que idade?
(   ) entre 20 e 60 anos
(   ) entre 20 e 50 anos
(   ) entre 30 e 50 anos
(   ) entre 30 e 60 anos

04 – Se a mulher adulterasse e bebesse da Água Amaldiçoante, o que lhe aconteceria?
(   ) Seu ventre se inchava e a coxa descaía
(   ) Vomitava aquela água amaldiçoante
(   ) Ficava cega durante três dias
(   ) Morria

05 – Sobre a Lei do Nazireado é incorreto dizer:
(   ) O nazireu não cortaria o cabelo
(   ) O nazireu não se chegaria a corpo de um morto
(   ) O nazireu não comeria carne
(   ) O nazireu não comeria uvas

06 – Sobre as ofertas para o tabernáculo, é correto afirmar:
(   ) Foram ofertados 60 bodes, 5 por tribo
(   ) Foram ofertados 60 novilhos, 5 por tribo
(   ) Foram ofertados 60 cordeiros de 1 ano
(   ) Foram ofertados 72 bodes, 6 por tribo

07 – Ainda sobre as ofertas para o tabernáculo, é correto afirmar:
(   ) a tribo de Judá foi a que deu a maior oferta
(   ) a tribo de Gade foi a que deu a menor oferta
(   ) todas as tribos deram ofertas iguais
(   ) a tribo de Manassés decidiu não dar oferta

08 – Qual foi a primeira ação ordenada para purificação dos levitas no dia da sua consagração?
(   ) “lavarão as suas vestes”
(   ) “passarão navalha sobre toda a sua carne”
(   ) “esparge sobre eles a água da expiação”
(   ) “farão jejum completo de 12 horas”

09 – Qual o dia da Páscoa para os filhos de Israel?
(   ) dia 16 do 1º mês
(   ) dia 15 do 1º mês
(   ) dia 14 do 1º mês
(   ) dia 13 do 1º mês

10 – Qual o dia da segunda chamada para a Páscoa para os ausentes e imundos no dia marcado?
(   ) dia 16 do 2º mês
(   ) dia 15 do 2º mês
(   ) dia 14 do 2º mês
(   ) dia 13 do 2º mês

11 – Deus ordenou a confecção de duas trombetas para convocação da congregação. De que material?
(   ) Ouro
(   ) Prata
(   ) Bronze
(   ) Cobre

12 – De acordo com o texto de Nm 9.17 se depreende que a marcha do povo era coordenada...
(   ) Obviamente por Moisés, o líder
(   ) Por Arão, por delegação de Moisés
(   ) Pela nuvem
(   ) Pelo controle meteorológico da época

13 – Qual o nome do cunhado de Moisés, midianita, que foi convidado a seguir com os filhos de Israel?
(   ) Hobabe
(   ) Reuel
(   ) Jetro
(   ) Pagiel

14 – Certa vez os filhos de Israel murmuraram e Deus consumiu, a fogo, os que estavam na última parte do arraial. Que nome se deu àquele lugar?
(   ) Massá
(   ) Meribá
(   ) Horebe
(   ) Taberá

15 – Qual foi o pedido de Moisés ao Senhor, quando o povo pedia carne?
(   ) “dá carne a esse povo”
(   ) “consuma esse povo”
(   ) “mata-me”
(   ) “faça-nos voltar ao Egito”

16 – Deus tirou do Espírito que estava sobre Moisés e colocou sobre quantos anciãos de Israel?
(   ) Doze
(   ) Quarenta
(   ) Cinquenta
(   ) Setenta

17 – Deus enviou codornizes, o povo se fartou, mas muitos morreram. Que nome se deu àquele lugar?
(   ) Massá
(   ) Taberá
(   ) Quibrote-Hataavá
(   ) Cades-Barnéia

18 – Arão e Miriã se levantaram contra Moisés. Qual foi uma consequência desse ato?
(   ) Arão morreu na hora
(   ) Arão foi expulso da congregação
(   ) Miriã foi apedrejada até a morte
(   ) Miriã ficou leprosa

19 – Quantos homens foram enviados para espiar a terra de Canaã?
(   ) Dois
(   ) Seis
(   ) Doze
(   ) Vinte

20 – Qual o nome dos três gigantes, filhos de Anaque, que estavam na cidade de Hebrom?
(   ) Aimã, Sesai e Talmude
(   ) Aimai, César e Talmã
(   ) Aimar, Sessá e Tamar
(   ) Aimã, Sesai e Talmai

21 – Qual era o nome original de Josué?
(   ) Calebe
(   ) Oséias
(   ) Natã
(   ) Samuel

22 – Durante quantos dias os espias analisaram a terra de Canaã?
(   ) Quarenta
(   ) Trinta
(   ) Vinte
(   ) Doze

23 – Acharam um homem trabalhando num sábado, no deserto. O que foi feito àquele homem?
(   ) foi advertido severamente por Moisés
(   ) foi excluído da congregação
(   ) foi apedrejado até a morte
(   ) foi considerado imundo por sete dias

24 – No meio do deserto ocorreu uma rebelião contra Moisés. Quais foram os líderes da rebelião?
(   ) Corá, Arão e Miriã
(   ) Corá, Josué e Calebe
(   ) Corá, Datã e Abirão
(   ) Corá, Num e Jafé

25 – O que aconteceu contra os rebeldes que se levantaram contra Moisés no deserto?
(   ) foram extirpados do meio do seu povo
(   ) foram presos na cadeia do arraial
(   ) foram tragados, engolidos pela terra
(   ) foram apedrejados até a morte

26 – Cite um ingrediente da água da separação:
(   ) sal grosso
(   ) pó de bezerra queimada
(   ) ervas aromáticas
(   ) suco da vide

27 – Deus ordenou que Moisés falasse à rocha, mas ele a feriu duas vezes, e saíram muitas águas. Que nome se deu àquelas águas?
(   ) Águas de Meribá
(   ) Águas de Separação
(   ) Águas de Taberá
(   ) Águas de Lindóia

28 – Arão morreu sem ter chegado à terra prometida. Em que lugar Arão morreu?
(   ) Hebrom
(   ) Vale de Jaboque
(   ) Egito
(   ) Monte Hor

29 – Qual o nome do filho de Arão que o sucedeu como Sacerdote?
(   ) Nadabe
(   ) Abiú
(   ) Eleazar
(   ) Itamar

30 – Deus enviou serpentes ardentes e muitos morreram. Qual foi o escape para muitos outros?
(   ) O sangue espargido de animais
(   ) Tomaram das águas da separação
(   ) Olharam para uma serpente de metal
(   ) Colocaram emplastros sobre as feridas

31 – Deus usou uma jumenta para falar com um homem. Qual o nome desse homem?
(   ) Balaque
(   ) Balaão
(   ) Moisés
(   ) Hobabe

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sábado, 21 de fevereiro de 2015

MENSAGEM 05: O VIVENTE ENTRE OS MORTOS

O VIVENTE ENTRE OS MORTOS

Texto Base: Lc 24.5b: “Por que buscais o vivente entre os mortos?”

TESE:
- Deus, quando criou o homem, não o fez para morrer. A morte não estava no projeto original de Deus.
- Provavelmente por esse motivo lidamos tão mal com a morte.
- A morte, como sabemos, entrou no mundo devido ao pecado de desobediência, cometido por Adão: “mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2.17).
- Quando Adão desobedeceu, a morte entrou em seu corpo. Ele só foi morrer, de fato, muitos anos depois (Gn 5.5), mas foi contaminado pelo “vírus” da morte quando pecou.
- E por Adão entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte; assim também a morte passou a todos os homens (Rm 5.19).
- E assim ocorre, desde o 1º homem. A regra básica é que todos os que nasceram, um dia experimentaram ou experimentarão a morte.
- Nossos Patriarcas, os grandes Reis, os Profetas, os Sacerdotes, os Juízes, os Apóstolos, todos nasceram e um dia morreram.
# Exceções que confirmam a regra, à luz da Bíblia, foram Enoque (Gn 5.24; Hb 11.5) e Elias (2Rs 2.11). Pelo que consta, esses foram os únicos que não enfrentaram a morte.
- Mas esses dois, depois de arrebatados, não foram mais vistos por ninguém (exceto Elias que apareceu transformado na transfiguração de Cristo – Mt 17.3).
- Mas a regra básica é: todos os que nasceram, morreram (ou morrerão). E todos os que morreram, fisicamente desapareceram. Viraram pó.
# Até mesmo as pessoas que foram ressuscitadas, vieram posteriormente a enfrentar a morte de forma definitiva.

DESENVOLVIMENTO:
1) OS GRANDES PILARES DAS RELIGIÕES MORRERAM
- Se analisarmos a “história das religiões”, veremos que os grandes pilares, os grandes homens das religiões, não escaparam dessa realidade e também morreram:
- Moisés, o grande líder do Judaísmo – o hebreu Moisés, nascido no Egito, veio a falecer aos 120 anos no monte Nebo.
- Confúcio, o Pai do Confucionismo – O Mestre Kong, grande pensador chinês, nasceu em 551 aC, mas faleceu em 479 ac, aos 71 anos de idade. A morte o venceu.
- Sidarta Gautama, o Buda, o Pai do Budismo – esse príncipe Nepalês, segundo os historiadores, nasceu em 563 aC e, aos 80 anos, faleceu em 483 aC. A morte o venceu.
- Maomé, o Profeta do Islamismo – nasceu em Meca, na Arábia, em 570 dC, e faleceu em Medina em 632 dC, aos 62 anos.
- Meishu Sama, fundador da Igreja Messiânica – o japonês Mokiti Okada, nasceu em 1882 e faleceu em 1955, aos 73 anos. A morte também o venceu.

2) JESUS, O VIVENTE ENTRE OS MORTOS
- Por conta disso, nada mais natural que os discípulos entendessem que o mesmo ocorreria também com Jesus.
- Por esse motivo, as mulheres (Maria Madalena, Joana e Maria, mãe de Tiago, conf. Lc 24.10; e também outros discípulos, como Pedro e João, de acordo com outros evangelhos), retornaram ao seu túmulo no domingo, muito de madrugada, para reverenciá-lo.
- Mas acharam a pedra do sepulcro removida (Lc 24.2). E, perplexas, viram dois anjos com vestes resplandecentes (Lc 24.3), que trouxeram novas de grande espanto.
- Essas novas colocam Jesus Cristo, mais uma vez, em patamar de destaque perante todos os outros seres.
- “Por que buscais o VIVENTE entre os mortos?” (Lc 24.5b)
- O VIVENTE? Jesus morreu. Ele foi crucificado e padeceu grande dor.
- O VIVENTE? Nós mesmos vimos quando o soldado cravou-lhe uma lança no seu lado, saindo sangue e água (Jo 19.34).
- O VIVENTE? Muitos de nós o vimos expirar e ouvimos o seu brado, entregando o espírito (Lc 23.46).
- O VIVENTE? Acompanhamos quando o Senador José, de Arimatéia, o retirou da cruz, envolveu-o num lençol e o pôs neste sepulcro (Lc 23.53,55).
- E agora, onde Ele está?
            - Não está na cruz.
            - Não está no sepulcro.
            - Não está envolvido nos lençóis.
            - Não está preso por uma pedra.
            - Não está ali inerte, paralisado.
- ELE NÃO ESTÁ AQUI, MAS RESSUSCITOU (Lc 24.6).
- Ele está vivo!
 
 
 
- Ele é o único vivente entre todos os mortos. E, conforme ensinou o anjo, não podemos buscar o vivente entre os mortos. Nada nem ninguém se compara a Ele.
# Não o procure entre os mortos. Não o procure nas imagens, pois são mortas. Não o procure nos crucifixos, pois são mortos. Nas tradições, nos homens e em si mesmos, são todos mortos.
- A morte não conseguiu detê-lo. Ninguém o levantou da morte, Ele mesmo o fez.
- Desde o princípio dos tempos, desde o pecado de Adão, todos haviam sido derrotados pela morte.
- A morte, adversária mais cruel de toda a humanidade. Invencível. Intransponível. Apenas duas vezes lograda (com Enoque e com Elias). Mas invicta. Jamais vencida.
- O fato mais espetacular da história. A morte finalmente encontrou um oponente a altura. A derrota da morte. A morte da morte.
# No Egito antigo, os egípcios adoravam o Sol, seu deus Amon-Rá, porque diziam: o Sol é forte. Dizem que o Sol é forte, mas a Nuvem o esconde; dizem que a Nuvem é forte, mas o vento a carrega; dizem que o vento é forte, mas a montanha o retém; dizem que a montanha é forte, mas um rato a fura; dizem que o rato é forte, mas o gato o caça; dizem que o gato é forte, mas o cão o persegue; dizem que o cão é forte, mas o homem o domestica; dizem que o homem é forte, mas a morte o vence; dizem que a morte é forte, mas Jesus venceu a morte. Dizem que Jesus é forte. E Jesus é forte mesmo!

3) O VIVENTE
- Jesus é Deus! (Jo 1.1-3). E como Deus, não morre. Como homem, Ele enfrentou a morte, a dura morte de cruz (Fp 2.8); mas como Deus, Ele venceu a morte. Ele é eterno!
- Em seu túmulo está escrito em letras hebraicas, gregas e romanas: “Ele não está aqui, mas ressuscitou”.
- Depois da sua ressurreição Jesus apresentou-se vivo em diversas ocasiões, durante 40 dias.
- Estêvão, em seu martírio, o viu de pé, ao lado do Pai, vivo (At 7.55,56).
- Ver Ap 1.12-18, com ênfase para o vs 18: “fui morto, mas eis aqui estou vivo para sempre”. Ver também Ap 4.9, 5.14, Rm 6.9.

4) SOMOS VIVENTES COM O VIVENTE
- Jesus, ao vencer a morte, abriu o caminho da vitória sobre a morte para todos aqueles que nele creem. Jo 3.16
- Ver Rm 6.8 – “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos”.
- I Co 15.51-55 – “Eis aqui vos digo um mistério... Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”

CONCLUSÃO
- Diferentemente de todos os grandes líderes religiosos, o nosso Herói está vivo.
- E se está vivo, podemos falar com Ele. E se está vivo, Ele fala conosco. E se está vivo, Ele nos ouve. E se está vivo, Ele nos ajuda, trabalha e vela por nós.
- Se está vivo, que receba o nosso louvor e a nossa adoração para todo o sempre.
# “Porque Ele vive, posso crer no amanhã; porque Ele vive, temor não há; mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida está nas mãos do meu Jesus, que vivo está”.

CONVITE
- Eu o convido a celebrar a vida juntamente com Ele.

AGENDA DO PREGADOR - AG 07 - ADAC ÁGUAS LINDAS DE GOIÁS / GO

Neste sábado, dia 21 de fevereiro, o Pastor Carlos Valente estará ministrando a preciosíssima Palavra de Deus na Assembleia de Deus localizada no Jardim da Barragem 2, em Águas Lindas de Goiás / GO, pastoreada pelo Pastor Valmir Santos, auxiliado pela Missionária Gracivânia.
Essa Igreja é vinculada à ADAC - Assembleia de Deus de Águas Claras, pastoreada pelo Pastor Ronaldo Batista da Silva.
O Culto começará às 19h30min. Participem.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O CRISTÃO E O SÁBADO


O CRISTÃO E O SÁBADO
 
No Livro de Êxodo, capítulo 20, encontramos os “Dez Mandamentos” dados por Deus a Moisés no Monte Sinai; dentre esses, o mais polêmico é o quarto Mandamento, que trata da lembrança do dia do sábado para o santificar.
 
Ex 20.8  Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9  Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
10  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
11  Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
 
A interpretação desse mandamento gera dúvidas ao longo dos séculos e relevantes controvérsias doutrinárias.
Portanto, cabe aos Cristãos, especialmente, aprofundarem-se na análise do assunto, com o objetivo de compreendê-lo em sua amplitude. Este breve estudo tem como finalidade auxiliá-los nessa tarefa.
 
O SÁBADO INSTITUCIONAL
A base legal do sábado institucional encontra-se no advento da criação. Deus celebrou o sétimo dia após a criação, abençoou este dia e o santificou. Aliás, o sábado foi a primeira coisa relatada na Bíblia que Deus santificou.
 
Gn 2.2  E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
3  E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera.
 
Quando Gn 2.3 diz que “Deus...nele descansou”, obviamente não tem o sentido de que Ele estivesse cansado de Seu trabalho. A própria Palavra de Deus diz que Deus não se cansa nem se fatiga (Is 40.28). A palavra “descansou” nesse contexto derivou do original hebraico “shabat” (com um único “b”), que é um verbo que quer dizer “cessar”, “interromper”. Ou seja, Deus interrompeu a sua atividade criadora, mas manteve as demais atividades mantenedoras e cuidadoras (Hb 1.3; Cl 1.15). Em João 5.17 Jesus afirma que “meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”.
Ou seja, o sábado da criação foi um dia de celebração. De contemplação da criação. Um sábado que, de acordo com Agostinho de Hipona, seria um dia que jamais acabaria, não fora o pecado original.
Deus criou o homem e, obviamente, o conhece profundamente e sabe que este precisa de descansos periódicos para que não seja acometido de uma série de problemas físicos e mentais. Aliás, não somente o homem necessita de descanso, mas também os campos cultivados e as máquinas, que precisam de constante manutenção.
Deus sabe que trabalhar sem descanso faz mal ao ser humano e somente o descanso noturno não é suficiente.
Dessa forma, Deus instituiu um dia para descanso semanal, e esse dia, a princípio, poderia ser qualquer dia da semana, contanto que houvesse o descanso.
Paralelamente, Deus atribuiu que fosse separado um dia exclusivamente para sua adoração, para o relacionamento do homem com Ele. E esse dia seria o mesmo dia separado para o descanso semanal.
 
O SÁBADO LEGAL
O sétimo dia da semana no calendário judaico foi marcado para proporcionar esse repouso e adoração. O sábado vem do substantivo hebraico “shabbat” (com duas letras “b”), que aparece pela primeira vez em Ex 16.23-27, no advento do maná. No Novo Testamento o sábado vem do original grego “sabbaton”, que quer dizer “repouso”, “cessação”. A palavra “sábado”, assim traduzida para o idioma Português, aparece 136 vezes na Bíblia Sagrada, a primeira delas em Ex 16.23.Dessa forma, o Sábado Legal foi introduzido no mundo pela Lei, dada por Deus a Moisés no Monte Sinai e não consta que os patriarcas mais antigos (Abraão, Isaque, Jacó e seus descendentes) tenham guardado os sábados. E é exatamente aí que está o cerne da questão, o ponto onde o nó aperta, mas onde ele pode ser desatado. A interpretação dos Cristãos, ao longo dos séculos, é de que o Sábado Institucional, que trata do necessário descanso semanal e da adoração a Deus, é uma determinação que abrange a todos, pois tem como base o sábado da criação; mas que o Sábado Legal é um mandamento que atinge exclusivamente os judeus, ou seja, trata-se de uma Lei Cerimonial judaica. A primeira base para esse entendimento é a interpretação do texto que se encontra no livro do Êxodo, no capítulo 31, em seus versículos 13,16 e 17:
 
13  Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados; porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o SENHOR, que vos santifica.
14  Portanto guardareis o sábado, porque santo é para vós; aquele que o profanar certamente morrerá; porque qualquer que nele fizer alguma obra, aquela alma será eliminada do meio do seu povo.
15  Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao SENHOR; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá.
16  Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua.
17  Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se.
 
Verifique que aqui a Palavra de Deus é bem clara ao enfatizar: “fala aos filhos de Israel”, “isso é um sinal entre mim e vós”; “guardareis o sábado, porque santo é para vós”; “guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel”; “entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre”. Observe que em todos os textos fica esclarecido que o tema é uma exclusividade dos filhos de Israel. Entendimento semelhante pode ser tirado de Ex 35.1-3, Lv 16.31; 23.16,32,38; 24.8; 25.2,4,6; 26.33-35,43; Nm 15.32-36; 28.9,10; II Rs 4.23; I Cr 9.32; 23.31; Ne 10.31,33; etc; sendo enfático em Ez 20.9-12,20:
 
Ez 20.9  O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado diante dos olhos dos gentios, no meio dos quais estavam, a cujos olhos eu me dei a conhecer a eles, para os tirar da terra do Egito.
10  E os tirei da terra do Egito, e os levei ao deserto.
11  E dei-lhes os meus estatutos e lhes mostrei os meus juízos, os quais, cumprindo-os o homem, viverá por eles.
12  E também lhes dei os meus sábados, para que servissem de sinal entre mim e eles; para que soubessem que eu sou o SENHOR que os santifica.
20  E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR vosso Deus.
 
Dessa forma, o Sábado Legal é um sinal distintivo do povo judeu, assim como o é a circuncisão. E não há menção, desde que o assunto foi discutido e encerrado nos tempos apostólicos, da Igreja Primitiva (Atos 15, no Concílio de Jerusalém), de que os Cristãos precisem se circuncidar. Assim como a circuncisão foi um pacto celebrado com os filhos de Israel na pessoa de Abraão, o Sábado Legal foi um pacto celebrado com os judeus na pessoa de Moisés.
Na análise comparativa dos textos constantes no livro do Êxodo, em seu capítulo 20, e no livro do Deuteronômio, em seu capítulo 5, onde ambos abordam os Dez Mandamentos, observa-se mais um ponto que pode esclarecer esse assunto. Ex 20.2 é praticamente idêntico a Dt 5.6; Ex 20.3 é praticamente idêntico a Dt 5.7; e esse fenômeno ocorre nos versículos subsequentes até Ex 20.17, que é idêntico a Dt 5.21. As mais relevantes exceções estão nos versículos 8, 10 e 11 de Êxodo 20, que diferem dos versículos 12, 14 e 15 de Deuteronômio 5. Justamente no quarto mandamento, que trata do sábado:
Se em Êx 20.8, o Mandamento diz “Lembra-te do dia do sábado”, em Dt 5.12 diz textualmente “Guarda o dia do sábado”. Isso é interessante, porque os demais versículos têm correlação com essa alteração.
 
Deuteronômio 5.14 amplia o texto de Êxodo 20.10 e fala explicitamente de descanso, necessário à saúde humana:

Ex 20.10  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas.
 
Dt 5.14  Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhum trabalho nele, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu boi, nem o teu jumento, nem animal algum teu, nem o estrangeiro que está dentro de tuas portas; para que o teu servo e a tua serva descansem como tu;
Já Deuteronômio 5.15 é totalmente diferente de Êxodo 20.11. Senão vejamos:

Ex 20.11  Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
 
Dt 5.15 Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o SENHOR teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o SENHOR teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado.

Ora, observe que em Ex 20.11 o texto se reporta ao advento da criação, que obviamente abrange toda a raça humana; mas Dt 5.15 reporta-se à servidão na terra do Egito e a saída dos filhos de Israel, sob a mão forte do Senhor. Isso obviamente abrange somente os hebreus.
Dessa forma, com fulcro em Ex 20.8, entende-se que todos os homens devem “lembrar-se” do dia do descanso, com base no sábado da criação; e, com fulcro em Dt 5.12, entende-se que os filhos de Israel devem “guardar” o sábado, com base no dia da saída do povo israelita do Egito.

A INTERPRETAÇÃO DIFERENTE ENTRE JUDEUS E CRISTÃOS

Com base em tudo isso, o quarto mandamento tem dois sentidos paralelos, igualmente relevantes, e que devem ser obedecidos de forma diferente pelos judeus e pelos cristãos.

ü  Para os Judeus: o sábado institucional e legal, para descanso (Dt 5.14), com base no sábado da criação (Gn 2.2,3) e como memorial exclusivo (Ex 31.13,16,17), devido à libertação da servidão do Egito (Dt 5.15).

ü  Para os Cristãos: apenas o sábado institucional, para descanso, com base no sábado da criação (Gn 2.2,3).

Mas, para os cristãos, como o descanso tem caráter meramente humanitário/social e não cerimonial, pode ocorrer em qualquer dia da semana, não necessariamente no sábado. Dessa forma, o cristão cumpre o quarto mandamento ao repousar o seu descanso semanal em qualquer um dos dias da semana, devotando-o prioritariamente ao Senhor.

O REFERENDO DE CRISTO E DOS APÓSTOLOS

Referendando o que analisamos anteriormente, observamos que Jesus, apesar de judeu, ressaltou, de forma tácita, que a guarda do sábado é um preceito cerimonial.
Na passagem constante de Mt 12.1-4, observa-se que Jesus coloca esse mandamento no mesmo patamar, na mesma categoria, dos pães da proposição.

Mt 12.1  Naquele tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer.

2  E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado.

3  Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam?

4  Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes?

5  Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa?

Não há dúvida que os “pães da proposição” são um preceito cerimonial, exclusivo dos judeus. Observe que para o “comer” dos pães da proposição há concessão (Ex 29.33, Lv 22.10, I Sm 21.6), e para Leis Morais não existe concessão.
Jesus asseverou que a circuncisão, outro preceito cerimonial exclusivo dos judeus, ocorria nos dias de sábado. Ora, de alguma forma se observa que a circuncisão é mais relevante que a guarda do sábado; se assim não o fosse, a data da circuncisão seria alterada para outra data. Ora, usando de lógica, se Lei Moral é maior que Lei Cerimonial, e a circuncisão foi posta em patamar superior (ou no mínimo igual) à guarda do sábado, daí se depreende que a guarda do sábado não é Lei Moral, mas Lei Cerimonial. E, se é Lei Cerimonial, é exclusiva dos judeus.
Os fariseus muito contenderam com Jesus a respeito desse quarto mandamento, até porque nos outros nove mandamentos da Lei Moral (e em todos os mais de seiscentos mandamentos dados por Deus a Moisés), não havia em Cristo qualquer mancha ou rusga.
Jesus não se privava de fazer o bem no sábado (ver Mc 3.1-5; Lc 13.10-17; 14.1-6; Jo 5. 8-18; 9.6,7,16), o que ia de encontro ao legalismo religioso e às 39 proibições relacionadas na tradição farisaica.
Sobre o sábado, Jesus nos deixou três reflexões cabais sobre o tema:

Mt 12.12 É lícito fazer o bem no sábado.
Mc 2.27 O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado.
Mc 2.28 Porque o Filho do Homem até do sábado é Senhor.

Interessante que Jesus “repaginou” diversos mandamentos, mas em momento algum orientou os cristãos a guardarem o sábado. O Novo Testamento como um todo repete diversas Leis do Antigo Testamento, mas não se refere de forma definitiva em relação ao sábado. Não há, no Novo Testamento, nenhum mandamento para guardar dias.
Ao que parece, essa discussão a respeito da guarda do sábado pelos Cristãos vem desde os tempos da Igreja Primitiva, e vemos nas epístolas diversas instruções que corroboram com o entendimento de que os cristãos não tem por obrigação guardar o Sábado Legal.
Por exemplo, para um judeu convertido ao cristianismo, poderia ser aberta uma possibilidade para que este continuasse guardando o sábado, devido ao seu costume (Rm 14.2-6).

Rm 14.2  Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.

3  O que come não despreze o que não come; e o que não come, não julgue o que come; porque Deus o recebeu por seu.

4  Quem és tu, que julgas o servo alheio? Para seu próprio SENHOR ele está em pé ou cai. Mas estará firme, porque poderoso é Deus para o firmar.

5  Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente.

6  Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a D

Mas para os gentios convertidos ao cristianismo, trata-se de uma discussão irrelevante e desnecessária (Gl 4.9-11; Cl 2.16,17).
 
Gl 4.9  Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir?

10  Guardais dias, e meses, e tempos, e anos.

11  Receio de vós, que não haja trabalhado em vão para convosco.

Cl 2.16  Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,

17  Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.

Da transcrição de Efésios 2.8-10 verificamos que se não guardarmos o sábado, nem por isso deixaremos de ser salvos, porque não estamos debaixo da Lei.

Ef 2.8  Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.

9  Não vem das obras, para que ninguém se glorie;

10  Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

Ademais, o Concilio de Jerusalém, aqui já abordado, foi cabal em sua deliberação quanto às Leis que deveriam ser seguidas pelos cristãos, não abrangendo a guarda do sábado (At 15.28,29).
Finalmente Tiago, em sua linguagem dura, destaca qual é a característica da religião pura:

Tg 1.26  Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã.

27  A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo.

O fim do Sábado Legal foi previsto pelos profetas (Jr 31.31-33; Os 2.11; e ver também Is 1.13). Os Cristãos não estão debaixo do Antigo Concerto (Gl 3.23-25), mas tem um Novo e melhor Concerto (Hb 8.8-12). O entendimento é de que as exigências cerimoniais foram canceladas na morte de Cristo (Rm 14.5,6; Gl 4.9-11; Cl 2.14,16).

OS CRISTÃOS ESCOLHERAM O DOMINGO

Ora, se o dia do descanso semanal, conforme o Sábado Institucional, poderia ser qualquer dia da semana, os cristãos, de forma espontânea, escolheram o domingo, desde os primórdios da Igreja (At 20.7; I Co 16.2).
A palavra “domingo” significa “Dia do Senhor”, pois foi nesse dia que o Senhor Jesus ressuscitou. O primeiro Culto cristão ocorreu também num domingo: “Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco” (Jo 20.19). O segundo Culto também, pois a Bíblia diz que isso aconteceu “oito dias depois” (Jo 20.26).
Dessa forma a prática foi se tornando comum, espontânea, sem decreto e sem oposição, sendo simplesmente confirmada por Constantino.
Os muçulmanos guardam a sexta-feira como seu dia santo. Os judeus guardam o sábado, como sua Lei Cerimonial. Nós Cristãos temos como dia de adoração o domingo, como um sinal de que pertencemos a Cristo.
Entretanto, por não ter um aspecto cerimonial, não é pecado ou transgressão que não guardemos o domingo. Guardar o domingo, por legalismo, também é inadequado. Se, por questões diversas, especialmente as profissionais, o domingo não puder ser o dia de descanso e de adoração ao Senhor, não há problema que o cristão o faça em outro dia da semana. Afinal a reverência não é pelo “Dia do Senhor”, mas pelo “Senhor do Dia”.
O que não é recomendável e que não se tire o dia de descanso semanal, pelos motivos físicos aqui já expostos.

REFERÊNCIAS
ü  Revista Lições Bíblicas da CPAD – 1º Trimestre de 2015. Revista do Professor.
ü  Bíblia de Estudo Pentecostal. Almeida Revista e Corrigida.
ü  SOARES, Esequias. Manual de Apologética. Editora CPAD.
ü  Aula do Irmão Adaílton, na EBD da Assembleia de Deus de Águas Claras.