sábado, 17 de março de 2018

REGULAMENTO DA I MARATONA DA EBD DA ADERF


Assembleia de Deus do Riacho Fundo I
Escola Bíblica Dominical
 
1ª MARATONA BÍBLICA
 
REGULAMENTO
 
I - REGRAS GERAIS
- As Classes Abraão (varões), Sara (irmãs) e Leão de Judá (jovens) serão dispostos em três colunas de bancos da Igreja, conforme SORTEIO.
- Todas as turmas iniciarão a maratona com ZERO pontos.
- Foram elaboradas 100 (cem) questões com base nas 12 lições do 1º trimestre de 2018, estando TODAS as respostas expostas na revista do Aluno da Escola Bíblia Dominical;
- As questões têm 4 níveis de dificuldade: Fácil, Média, Difícil e Muito Difícil.
- PERGUNTAS E RESPOSTAS – 100 (cem) perguntas (48 fáceis, 24 médias, 16 difíceis e 12 muito difíceis) serão utilizadas no formato de perguntas e respostas. Essas questões serão dispostas misturadas em quatro recipientes, conforme NÍVEL DE DIFICULDADE. O nível de dificuldade de cada rodada será sorteada pela Direção da Maratona. Somente serão utilizadas 96 (noventa e seis) questões e as outras 04 (quatro) só serão utilizadas em caso de empate.
- As questões das PERGUNTAS E RESPOSTAS terão pontuação variada conforme a sua dificuldade e a rodada de sua resposta, conforme detalhado a seguir:
















PONTUAÇÃO
 
 
Nível
Máximo
Médio
Baixo
1ª Rodada
2ª Rodada
3ª Rodada
Muito Difícil
50
30
20
Difícil
30
20
10
Médio
20
10
5
Fácil
10
5
3
 
- Vencerá a equipe que totalizar maior número de pontos ao fim das 96 perguntas; em caso de empate, as equipes que estiverem empatadas responderão mais uma pergunta para cada equipe, até que uma supere a outra em pontos.
 
II - FUNCIONAMENTO

1) As turmas serão divididas em 3 colunas de bancos da igreja;
2) O apresentador lerá as regras;
3) Serão escolhidos, por turma:
a)   O relator – a quem caberá responder as perguntas, preferencialmente ao microfone;
b)   O “sorteador” – a quem caberá sortear as perguntas para a sua equipe;
Obs: tanto o relator quanto o “sorteador” podem ser alterados uma vez somente.
Obs 1) Revistas e Bíblias não deverão ser abertas sob nenhuma hipótese. Em caso de dúvidas, o relator da equipe deverá consultar formalmente a Direção da Maratona.
4) A Direção da Maratona sorteia o nível de dificuldade.
5) O “sorteador” da equipe A sorteia uma das questões disponíveis no respectivo recipiente;
5.1) O apresentador lerá a questão sorteada, da seguinte forma:
a) informará o nível da pergunta;
b) o número de pontos que vale;
c) a pergunta propriamente dita;
5.2) Todos os membros da equipe A terão até 15 segundos para formular a resposta à questão sorteada, só valendo a resposta oficial, relatada pelo relator eleito da equipe; nesta etapa é proibida a consulta; as demais equipes devem permanecer em silêncio;
5.2.1) Caso a resposta esteja correta, a equipe A marcará o número máximo (1ª rodada) relativo à pergunta;
5.3) Caso a resposta da equipe A esteja errada, o apresentador repetirá a leitura da pergunta para a equipe B, e o relator da equipe B dará a resposta imediatamente ao apresentador; as consultas estão proibidas; e as demais equipes devem manter silêncio;
5.3.1) Caso a resposta da equipe B esteja correta, a equipe B marcará o número médio (2ª rodada) relativo à pergunta;
5.4) Caso a resposta da equipe B esteja errada, o apresentador repetirá a leitura da pergunta para a equipe C, e o relator da equipe C dará a resposta imediatamente ao apresentador; as consultas também estão proibidas; e as demais equipes devem manter silêncio;
5.4.1) Caso a resposta da equipe C esteja correta, a equipe C marcará o número baixo (3ª rodada) relativo à pergunta;
5.5) Caso a resposta esteja errada, o apresentador revelará a resposta, bem como a sua referência na revista, e nenhuma equipe marcará pontos naquela questão;
6) Esse mecanismo repetir-se-á por 96 vezes, sendo que cada equipe sorteará 32 perguntas.
7) 04 perguntas permanecerão nas caixas e somente serão utilizadas em caso de empate;
8) Vencerá a maratona a equipe que, ao final das perguntas, ou após as perguntas de desempate, obtiverem o maior número de pontos.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

ESTUDO: QUEM É O SENHOR?



QUEM É O SENHOR?

Texto Base: Apocalipse 22.13 - “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro”.

TESE:
- Uma das grandes dúvidas da humanidade, ao longo dos tempos, é sobre quem é Deus.
- Quem é esse Ser Eterno, Poderoso, Gracioso, que criou tudo o que existe e que rege todo o Universo?
- Quem é este que, conforme o Profeta Isaías, mediu com a concha da sua mão as águas dos mares e tomou a medida dos céus a palmos? (Is 40.12).
- Quem é este Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó; Deus de Israel e de todos os que creem em seu nome?
- Essa foi a pergunta de Moisés ao se deparar com Ele numa sarça ardente em Midiã (Ex 3.13,14): Quem é o Senhor?
- E a resposta ainda traz mais dúvidas quando Deus responde que “Eu sou o que sou”, dando-lhe um nome que não é possível pronunciar atualmente em nenhum idioma.

DESENVOLVIMENTO:
- Desse modo, para entendermos quem é Deus, o melhor caminho é tentarmos entender a Cristo. Essa talvez seja a única forma de compreender Deus.
- Paulo escrevendo aos Coríntios diz que Jesus “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (I Co 1.15); João explica que Jesus “era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1); Mateus conta-nos que o anjo determinou que se colocasse o nome de Jesus de Emanuel, que traduzido é “Deus Conosco” (Mt 1.23).
- O próprio Jesus disse para Filipe que quem o via, via a Deus (Jo 14.6-11), e que ele e o Pai eram um (Jo 10.30).
- Então, olhemos para Cristo para conhecermos quem é Deus.
- E, do ponto de vista didático, vamos nos centrar no que o próprio Jesus disse ao seu próprio respeito, conforme registrado no Evangelho de João.
- Os 7 “Eu Sou” de Cristo.

1) EU SOU O PÃO DA VIDA (Jo 6.35,48)

 
- O 1º “Eu Sou” de Jesus Cristo encontrado no Evangelho de João é o seguinte: “Eu Sou o Pão da Vida” (Jo 6.35,48).
- Pão é um dos alimentos mais antigos e populares do mundo.
- O pão é um alimento tão relevante que foi um dos alimentos multiplicados por Jesus.
- Quando Jesus diz que é o Pão da Vida, está informando que Ele é o sustento que nutre a nossa vida espiritual.
- Se não nos alimentarmos dele, não teremos vida em nós mesmos (Jo 6.53-58). Jesus disse que precisávamos comer a sua carne e beber o seu sangue. E por causa desse discurso, muitos discípulos o abandonaram (Jo 6.60). Mas esse discurso incompreendido nos aponta para a Santa Ceia do Senhor (I Co 11.23,24).
- De acordo com a oração do Pai Nosso, o pão deve ser buscado todos os dias (o pão nosso de cada dia nos daí hoje – Mt 6.11). Ora, temos que buscar Jesus todos os dias. O pão é “nosso”, mas quem nos dá é Deus.
- Jesus é o nosso Pão da Vida. Se nos alimentarmos dele, seremos fortes. Se não nos alimentarmos dele ficaremos fracos, doentes e podemos até morrer (espiritualmente).
- É simbólico que Jesus, o Pão da Vida, tenha nascido em Belém (Bet = Casa; Lehem = Pão; Betlehem = Belém = Casa de Pão).

2) EU SOU A LUZ DO MUNDO (Jo 8.12a)


- O 2º “Eu Sou” de Jesus Cristo encontrado no Evangelho de João é o seguinte: “Eu Sou a Luz do Mundo” (Jo 8.12a).
- Jesus completa dizendo que quem o segue “não andará em trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8.12b).
- Jesus é a luz que ilumina o mundo. O Evangelho de João, em seu início, já exalta esse atributo de Cristo (Jo 1.9).
- Sem ele estamos em trevas espirituais. Sem ele estamos como se fôssemos cegos. Sem ele não sabemos para onde ir. Sem ele corremos riscos.
- Com ele temos luz. Com ele vemos. Com ele sabemos p/ onde ir.
- É um atributo que Deus em Cristo, pois Deus remove as trevas (Dn 2.22; Sl 139.11,12).
- Ver João 3.19-21.
- Jesus é a Luz do Mundo. Paulo ratifica isso (Ef 5.8; I Ts 5.5)
- Jesus é a Palavra (o Verbo – Jo 1.1). E a Palavra é lâmpada e luz (Sl 119.105).
- Em outro momento, em outro contexto, Jesus diz que nós, seus servos, somos também a luz do mundo (Mt 5.14). Ora, se Jesus é a Luz do Mundo, e a Igreja também é a luz do mundo, logo somos parecidos com Cristo. # Tipo Sol (luminoso) e a Lua (iluminada)

3) EU SOU A PORTA (Jo 10.9)

- Porta é o objeto que serve para abrir e fechar a entrada de um ambiente para outro. Porta significa entrada e também saída.
- Jesus é a porta que nos faz entrar no aprisco (a Igreja). E também é a porta que nos faz sair do deserto (o Mundo).
- Quando Jesus diz que é “A porta”, entendo que ele é a única porta que pode nos levar desse ambiente corruptível para um ambiente incorruptível; Ele é a porta que nos leva ao Céu.
- Ora, se Jesus é a porta, logo a Lei não é a porta. A Igreja não é a porta. A Religião não é a porta. Jesus é a porta.
- E Jesus é porta estreita (Mt 7.13,14; Lc 13.24). É difícil passar por ela. E não temos como levar bagagem. E só entra um de cada vez (não dá para pai levar o filho e vice-versa).
- Jesus a Porta Estreita quer dizer “renúncia”. Ele nos tirou o fardo pesado, mas não nos deixou sem fardo (mas fardo leve) (Jo 11.28,29). Não há Evangelho verdadeiro sem fardo.
- Ele disse que quem quisesse seguí-lo deveria renunciar a si mesmo, tomar cada um a sua cruz e seguí-lo (Mt 16.24).

4) EU SOU O BOM PASTOR (Jo 10.11,14)


- Do ponto de vista etimológico, Pastor é aquele que cuida de ovelhas. Trata-se de uma função antiquíssima. O 1º homem nascido de mulher, foi um pastor de ovelhas (Gn 4.2).
- Muitos dos nossos patriarcas foram pastores de ovelhas. Jacó e Davi por exemplo.
- Nós somos as ovelhas e precisamos de um pastor (Mt 9.36). Sem um pastor estamos totalmente expostos ao “lobo” (ver Sl 124.1,2).
- No Salmo 23, entendemos as funções do pastor.
- Jesus é o bom pastor predito em Isaías 40.11.
- Ele é o grande pastor das ovelhas citado em Hb 13.20, e o Sumo Pastor mencionado por Pedro (I Pe 5.4).
- Jesus apresenta dois tipos de pastores:
          a) O ladrão e salteador, que é mercenário (Jo 10.1,12,13).
          b) O bom pastor (Jo 10.11,14).
- O Bom Pastor é zeloso pelas suas ovelhas e dá a sua vida pelas ovelhas.
- Ele cuida muito bem de nós (Lc 15.4-7). Não quer que nos percamos.

5) EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA (Jo 11.25)
- O 5º “Eu Sou” de Jesus Cristo encontrado no Evangelho de João está registrado no capítulo 11, versículo 25.
- Jesus, falando a Marta, irmã de Lázaro, que estava morto, nos revela uma das verdades fundamentais do Evangelho: “Eu Sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).
- Em Jesus Cristo, a morte física já não é mais um fim trágico. É apenas uma mudança. Um novo início. Para a vida eterna.
- Jesus afirma que o Filho vivifica aqueles que quer (Jo 5.21). João destaca que a vida está nele (Jo 1.4).
- Essa é a esperança dos crentes: Cl 3.4.
- Jesus venceu a morte, e nos deu o direito de vencê-la também, ao estarmos nele.

6) EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA (Jo 14.6)


- O 6º “Eu Sou” de Jesus Cristo registrado no Evangelho de João, tem tríplice significado:
a) O Caminho:
- Jesus afirma, primeiramente, que é o caminho para chegarmos a Deus.
- Interessante que o artigo é definido, e não indefinido. Ele é O caminho. Não é um caminho.
- E não existem atalhos para chegarmos a Deus. Ver Pv 16.25.
- Não há como chegarmos a Deus a não ser por Jesus Cristo.
- Ele é o mediador entre Deus e os homens (I tm 2.5).
- Daí entendo que Moisés, Confúcio, Buda, Maomé, Meishu Sama, Alan Kardec, Maria não são caminhos que levam a Deus.
- O Papa não é caminho. O Bispo não é caminho. O Pastor não é caminho.
- Devemos ensinar os nossos filhos nesse Caminho (Pv 22.6).
- O caminho é estreito, mas o destino é maravilhoso (Mt 7.13,14).
- O grande prêmio está no fim do caminho.
b) A Verdade:
- Jesus é a Verdade. Nele não há mentira, nem falsidade.
- Quando Jesus chamou Judas Iscariotes de amigo, falava a verdade.
- Quando se revelou filho de Deus, falava a verdade.
- Quando disse que iria morrer pelos seus amigos, falava a verdade.
- Quando disse que irá voltar, falava a verdade.
- Jesus é a verdade e o diabo é o pai da mentira (Jo 8.44).
- Jesus é a Palavra Viva (o verbo – Jo 1.1), e a Palavra é a verdade (Jo 17.17).
c) A Vida:
- Sem Jesus não temos vida. Nem a atual, nem a futura.
- Ele é a Vida. Ele é o pulsar do nosso coração. Ele é o ar que respiramos. Ele é o sangue que nos corre nas veias. É ele!
- É ele que nos faz deitar de noite. E nos levantar a cada manhã.
- É ele que nos sustenta.

7) EU SOU A VIDEIRA VERDADEIRA (Jo 15.1)


- O 7º e último “Eu Sou” de Cristo registrado no Evangelho de João, nos diz assim: “Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador” (Jo 15.1).
- Aqui Jesus se equipara a uma árvore. O tronco. E nos equipara às varas. Os galhos.
- É impossível os galhos viverem se não estiverem firmados no tronco. É do tronco que vem a seiva, que é a vida dos galhos.
- E os galhos precisam dar frutos. As varas que não dão frutos são tiradas. As varas que dão frutos são limpas (Jo 15.2,3).
- Sem estarmos na Videira Verdadeira, nada podemos fazer (Jo 15.5)

CONCLUSÃO:
- Olhando para essas características de Cristo conseguimos compreender um pouco melhor a Deus.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

MENSAGEM 01: VOCÊ TEM PÃO AÍ?


VOCÊ TEM PÃO AÍ?


Texto Base: João 6.1-14, com ênfase para João 6.9

“Está aqui um rapaz que tem cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isso para tantos?"


TESE:
- Os 4 Evangelhos relatam essa 1ª multiplicação dos pães e peixes.
- Mateus 14.13-21; Marcos 6.30-44; Lucas 9.10-17; João 6.1-14.
- Mas somente o Evangelho de João informa a origem dos cinco pães e dois peixinhos que foram multiplicados: eram de um rapaz.
- E é somente o Evangelho de João que detalha:
            - Os cinco pães eram de cevada (os demais falam pães)
            - Os dois peixes eram peixinhos (os demais falam peixes)
- Essa linda história não estaria registrada na Bíblia se não tivesse nenhuma relevância. E nesta noite vamos aprender com ela.

DESENVOLVIMENTO:
- Jesus estava num local deserto, distante, do outro lado do mar da Galiléia. E a multidão aproximara quando não esperavam por ela.
- Agora havia uma necessidade urgente: alimentar a grande multidão. Aquelas pessoas estavam com fome.
- E os apóstolos, designados para solucionar essa necessidade, não tinham a mínima ideia de como conseguir.
- É exatamente nesse momento de ansiedade que André, irmão de Simão Pedro, traz a novidade: “Está aqui um rapaz que tem cinco pães e dois peixinhos; mas o que é isso para tantos?”
- Aprendamos as riquezas deste episódio:

1) UM RAPAZ SEM NOME
- Como disse, dos 4 Evangelhos que narram a história da multiplicação dos pães e peixes, somente um menciona o rapaz.
- E mesmo assim sem sequer relatar o seu nome.
- Uma grande obra precisava ser feita, e aquele jovem dispôs-se a ajudar na medida das suas condições.
- Hoje as multidões têm fome e sede da Palavra de Deus.
- Muitos desejam ser pregadores, evangelistas, cantores de nome.
- Mas, via de regra, quem faz de verdade a diferença são aqueles sem nome. Os que não sobem nas tribunas; os que não frequentam os grandes púlpitos; os que não aparecem nos folders; os que não cobram cachês milionários; os que não tem nome.
- Aquele rapaz anônimo fez aquela grande obra.
- A tevê não conhece os anônimos; as rádios não conhecem os anônimos; as redes sociais não conhecem os anônimos; as Igrejas não convidam os anônimos; mas são eles que trazem pão e peixe para Jesus alimentar a multidão.


- Faça a Obra de Deus não para você aparecer, mas pela fé em Jesus Cristo e por compaixão da multidão.
- Faça a Obra de Deus não para engrandecer seu próprio nome, mas para engrandecer o nome daquele que multiplica, Jesus.
- Seja como João Batista que, embora fosse grande, dizia: “é necessário que Ele cresça e que eu diminua”.
- Ora, se eu trabalho para meu nome aparecer, já não sou digno de galardão diante de Cristo. Pois não estarei fazendo a Obra de Deus, mas a minha própria obra.

2) A PRUDÊNCIA DO RAPAZ
- Interessante que no meio de uma grande multidão de mais de 5 mil homens, fora mulheres e crianças, somente um rapaz tenha sido prudente de levar seu próprio lanche.
- Tantas pessoas seguindo a Cristo e todas elas despreparadas.
- Assim como na Parábola das 10 virgens, tantas pessoas sem levar sua própria reserva.
- Temos visto nos dias atuais muitas pessoas vazias. Estão na Igreja, frequentam Igreja, vivem na Igreja, mas não tem reservas.
- Ainda tem medo de mandinga; ainda carregam crendices e superstições; ainda não conhecem a palavra; não tem pão e nem tem peixe. E muito menos azeite.
- E ainda pode dizer: “Pregar é para os pastores, evangelistas, presbíteros, missionárias e demais obreiros. Não é para mim”.
- Tudo bem, você pode ainda não estar preparado para pregar nos grandes congressos, você pode ainda não estar preparado para ocupar os grandes púlpitos; mas você pode alimentar (pregar) um amigo na escola, um colega de trabalho, um parente...
- E para tanto precisa ser prudente como aquele rapaz sem nome. Levar seu pãozinho, seu peixinho, mesmo que humilde.

3) O VOLUNTARISMO DO RAPAZ
- Talvez naquela multidão havia muitos que tinham uma provisão. Talvez pessoas com mais pães e mais peixes que aquele rapaz.
- Mas aquele rapaz não se escondeu. Aquele rapaz não mentiu sobre seu lanche. Aquele rapaz fez questão de apresentar seus cinco pães de cevada e seus dois peixinhos.
- Por menorzinhos que fossem, ele resolveu se apresentar, se voluntariar. Assim como Davi quando ouviu as ofensas de Golias.
- Certamente que no arraial dos hebreus existiam soldados mais experientes e mais preparados que Davi; mas nenhum teve a sua coragem. Assim foi com aquele rapaz.
# O rapaz fez como o beija-flor ajudando a apagar o incêndio da floresta com uma gotinha no seu biquinho.
- Ei, irmão, se o Teólogo não vai, com pão de trigo e grandes peixes, vá você com seu pão de cevada e seus peixinhos.
# O jardineiro do Senador
- Faça a sua parte, mesmo que os outros não façam.
# Assim fez o Pastor Aragão, quando iniciou o Evangelismo. Se ninguém vier, eu vou sozinho.

4) A GENEROSIDADE DO RAPAZ
- Aquele rapaz apresentou tudo o que tinha.
- Ele foi generoso como aquela viúva que ofertou duas moedinhas, mas que era tudo o que ela tinha.
- Ele foi crente como a viúva de Sarepta que deu a sua última farinha e o seu último azeite para Elias, o homem de Deus. E a farinha da panela não mais faltou; o azeite da botija também não.
- Talvez o que você tem seja pouco: pouco conhecimento, força, fé, palavra, mas é desse pouco que Jesus pode fazer o muito.
- É dessa pequena fagulhinha que Jesus faz o grande milagre.

5) A REAÇÃO HUMANA DIANTE DA AÇÃO DO RAPAZ
- Nas entrelinhas do relato bíblico, observo que a reação humana com a ação daquele rapaz foi discriminatória.
- Entenderam a oferta daquele rapaz como pouco relevante: “mas o que é isso para tantos?”
- Revelaram certa incredulidade e talvez até mesmo desdém.
a) Os irmãos de Davi desdenharam dele (aquelas poucas ovelhas – I Sm 17.28);
b) Tobias desdenhou de Neemias (virá uma raposa e derrubará facilmente o seu muro de pedra – Ne 4.3).
- Agora vem André com os alimentos e diz: “cinco pães de cevada e dois peixinhos”
a) pães de cevada – os pães inferiores, mais baratos, os pães dos pobres;
b) peixinhos – peixes pequenos, desprovidos de carne, espinhosos, sardinhas, baratos, os peixes dos pobres;
- Muitas vezes é assim. Vão tentar desmerecer o nosso trabalho na Casa do Senhor. Quem não faz isso? Quem não faz aquilo? Ninguém!
- Eu faria melhor! Então por que não faz??

6) O MILAGRE DE JESUS COM O LANCHE DO RAPAZ
- O que parecia pouco, pequeno, insuficiente e desprezível nas mãos do rapaz, sobejou nas mãos do Senhor Jesus.
- Do pouco Jesus fez o muito. Do pouco Jesus faz o muito.
- Os pães e os peixes iam multiplicando nas mãos de Jesus, de forma que todos comeram, se fartaram e ainda sobraram 12 cestos cheios.
- Ei, querido, vai na tua força. Você pode ser fraco, mas Jesus é forte. Você pode não saber, mas Jesus sabe. Você pode não ter, mas Jesus tem.
- Seu tempo é pouco, sua sabedoria é pouca, seu conhecimento é pouco; mas não tem nada não, seja como aquele rapaz.
- Leve o que tem; não esconda o que tem; dê o melhor que pode; entregue nas mãos de Jesus. E ele multiplica. E faz o milagre.
- Interessante que Jesus não precisava do lanche do rapaz para fazer o milagre. Jesus tem consigo pães e peixes (ver Jo 21.9,13). Mas Ele prefere fazer o milagre juntamente conosco.

CONCLUSÃO:
- Aprendamos com aquele rapaz. Estejamos dispostos a dar o que temos nas mãos do Senhor Jesus.
- E não nos envergonhemos se o nosso trabalho parecer pequeno.
- Não importa o que os outros achem, o que os outros falem.
- Não importa nem mesmo o que você acha.
- Seu pequeno trabalho é grande nas mãos do Senhor.
- As mãos dele multiplicam aquilo que há na nossa mão.

- A multidão está faminta. E você, tem pão aí?