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domingo, 8 de dezembro de 2013

A BÍBLIA SAGRADA - DADOS E CURIOSIDADES



A BÍBLIA
“Lâmpada para os meus pés é a tua Palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl 119.105)




ORIGEM
A Bíblia foi escrita por aproximadamente 40 autores, entre 1.445 e 450 aC (livros do Antigo Testamento) e entre 45 e 90 dC (livros do Novo Testamento), totalizando um período de quase 1.600 anos.
Há controvérsia sobre o livro mais antigo da Bíblia: há a corrente que alega que o livro mais antigo é o Gênesis, escrito em torno de 1.445 aC; mas também há a corrente que alega que o livro mais antigo é Jó, que teria sido escrito em torno de 2.000 aC.

A SEPTUAGINTA
A palavra “septuaginta” vem do latim e quer dizer “setenta”.
A Septuaginta foi a tradução do Pentateuco, originalmente escrito em hebraico, para o idioma grego. Tem este nome porque a tradução foi feita por 72 eruditos hebraicos, seis de cada tribo de Israel, em apenas 72 dias.
O fato ocorreu em Alexandria, no Egito, no segundo século antes de Cristo.

OS LIVROS APÓCRIFOS
A palavra “apócrifo” significa “não genuíno” ou “espúrio”.
Os livros apócrifos são sete:
ü Tobias
ü Judite
ü Sabedoria de Salomão
ü Eclesiástico
ü Baruque
ü I Macabeus
ü II Macabeus
Esses livros foram escritos no intervalo do Antigo Testamento para o Novo Testamento, ou seja, entre os livros de Malaquias e Mateus.
São considerados apócrifos porque nunca foram reconhecidos pelos judeus, jamais citados por Jesus, nem reconhecidos pela Igreja Primitiva. Foram incluídos na Bíblia Sagrada em 1.546 no Concílio de Trento.
Esses sete livros constam da Bíblia Católica Romana, mas não consta da Bíblia utilizada pelos Protestantes.

CURIOSIDADES
A Bíblia Protestante possui 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.
A Bíblia não era dividida em capítulos até o ano de 1.227, quando o professor Stephen Langton os criou; há a vertente que afirma que a divisão em capítulos foi feita por Hugo de Saint Cher, em 1.250.
A Bíblia não apresentava versículos até ser assim dividida em duas etapas:
- Em 1.445, o Antigo Testamento, pelo Rabi Nathan
- E em 1.551, o Novo Testamento, por Robert Stephanus.
A Bíblia possui 1.189 capítulos, 31.173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras.
O maior livro é Salmos com 150 capítulos
O menor livro é a II Epístola de João, com 1 capítulo e 13 versículos. Há outros quatro livros com somente 1 capítulo, que são: III Epístola de João (com 15 versículos), Obadias (com 21 versículos), Filemon e Judas (esses dois últimos com 25 versículos cada).
O maior capítulo é o Salmo 119, com 176 versículos;
O menor capítulo é o Salmo 117, com apenas 2 versículos;
O maior versículo é Ester capítulo 8 versículo 9;
O menor versículo é Lucas capítulo 20 versículo 30, que diz: “e o segundo”; ou seja, somente 9 letras; o 2º menor versículo é Ex 20.13 que diz “não matarás”, com 10 letras; logo depois, com 11 letras, temos dois versículos, a saber: “Jesus chorou” (Jo 11.35) e “Não furtarás” (Ex 20.15); outro pequeno versículo é I Ts 5.17, que diz “orai sem cessar”, com 13 letras.
O versículo do meio da Bíblia é o Salmo 118:8 que diz: “É melhor confiar no Senhor do que confiar no homem”.

TRADUÇÕES
O Antigo Testamento foi escrito em hebraico, à exceção de Dn 2.4 a 7.28; Ed 4.8 a 6.8 e Jr 10.11, que foram escritos em aramaico; o Novo Testamento foi totalmente escrito em grego.
Eusébio Sofrônio Jerônimo traduziu a Bíblia, diretamente do hebraico, aramaico e grego para o latim, criando a Vulgata.
No Concílio de Trento essa versão traduzida foi estabelecida como versão oficial da Bíblia para a Igreja Católica.
Em meados do Século XIV, o teólogo John Wiclife realizou a tradução da Bíblia para o idioma Inglês.
Após a Reforma Protestante, a Bíblia recebeu traduções para diversas línguas e passou a ser distribuída sem restrições para as pessoas.
Martinho Lutero traduziu a Bíblia para a língua alemã enquanto estava escondido do Papa Leão X em Wittenberg.
A Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos com mais de seis bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do segundo colocado da lista dos 21 livros mais vendidos.
Hoje a Bíblia, toda ou em parte, encontra-se traduzida para mais de 1.700 línguas e dialetos. Entretanto há países no qual a Bíblia Sagrada não é bem vinda, tais como:
ü Coréia do Norte
ü Arábia Saudita
ü Irã
ü República das Maldivas
ü Butão
ü Iêmen
ü Afeganistão
ü Laos
ü Uzbequistão
ü China

PUBLICAÇÕES DA BÍBLIA
A Bíblia foi o primeiro livro impresso em toda a história, assim que foi criado o tipógrafo do alemão Gutemberg, no ano de 1.450.
No Brasil, o Novo Testamento só foi publicado, em português, em 1.910 e o Antigo Testamento em 1.917, pela Sociedade Bíblica Americana e a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira.

quinta-feira, 24 de março de 2011

ARTIGO 03 - NÃO ESTAVA NO PROJETO ORIGINAL

Não estava no projeto original
Hoje estive no velório do pai de uma amiga, que trabalha na mesma empresa que eu.
O falecido tinha 80 anos, havia passado o último mês hospitalizado, e nos últimos dias estava na Unidade de Terapia Intensiva.
Nesse contexto poder-se-ia imaginar que naquele velório não havia espanto e tristeza; afinal, a morte daquele respeitável senhor já era esperada. Que nada! Havia pranto, lamento e desespero.
Observando essa reação, passei a refletir que geralmente velórios são assim. Há muita tristeza, especialmente dos parentes mais chegados. A dor da ruptura, da separação, do adeus, é uma dor muito grande, e raras são as pessoas que lidam bem com ela.
Mas qual seria o motivo para isso? Afinal, não aprendemos, desde cedo, que o ser humano nasce, cresce, reproduz-se e morre? Morrer não faz parte do destino de todo ser humano?
Procuro explicação na Bíblia. Ao ler os primeiros capítulos do livro de Gênesis observo que tudo o que existe foi criado por Deus em apenas seis dias, e no sétimo o Criador descansou. Exceto o ser humano, tudo foi criado pela palavra do seu Poder. E – via de regra – “viu Deus que era bom”.
Entendo que, quando Deus criou o ser humano, a morte não estava nos seus planos. O homem não foi feito para adoecer e morrer. A morte não estava no projeto original de Deus para a humanidade.
Dentre muitos privilégios, Deus deixou uma ordem: “não comereis da árvore da ciência do bem e do mal; pois, no dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Foi nesse contexto que Deus falou sobre a morte. Como um castigo pela desobediência.
E Adão fez justamente o que Deus mandou que não fizesse, e a partir desse dia começou a morrer. É como se Deus o injetasse um “vírus”, que avançou até que Adão morreu, aos 950 anos.
E o pecado de Adão contaminou todo o ser humano com esse “vírus”. Está escrito: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram” (Rm 5.12).
A partir daí, todo o ser humano nasce infectado pelo “vírus” da morte. Um “vírus” hereditário, incurável, crônico, progressivo e fatal. Todos nós começamos a morrer no dia em que nascemos. E não há quem escape: ricos e pobres; reis e plebeus; brancos e negros; homens e mulheres...
Todos os que nasceram, morreram; talvez à exceção de Enoque e Elias. Amados de Deus como Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Samuel, Davi, Pedro, Paulo, João, todos morreram, de forma que dificilmente poupará a nós.
Mas ainda resta uma esperança! A Bíblia diz: “porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim, pela obediência de um, muitos serão feitos justos” (Rm 5.19).
Este justo é Jesus. Por Ele cremos na Vida Eterna. Foi Ele, e não outro, quem disse: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).